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11.5.2007
Pequenas morrem cedo

As dificuldades para enfrentar a burocracia, a falta de crédito, as fragilidade nos processos de gestão e o isolamento são algumas das causas da breve vida das micros e pequenas empresas também nos cinco países que assinaram em maio/07 o Projeto Empreender Internacional com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).

O representante do México, Manoel Martinez, lembrou que essas dificuldades acabam reduzindo para 1,8 ano a vida útil da maioria das empresas do segmento. A situação não é diferente no Chile, onde o Sercotec (Serviço de Cooperativa Técnica), órgão semelhante ao Sebrae, armou uma parceria público-privada para dar suporte aos pequenos negócios, segundo Christian Olloa.

Na África do Sul a legislação tem sido aprimorada para implementar "padrões e rede de infra-estrutura para os pequenos", que representam 40% dos negócios daquele país, segundo Johann Goldenhuys. Levantamento da SEDA (Small Enterprise Development Agency), o Sebrae local, revelou que 75% das micros e pequenas "morrem" antes dos dois anos de vida.

São pequenas 99,6% das empresas de El Salvador, onde a Câmara de Comércio e Indústria trabalha para promover acesso à informação, a tecnologias de produção e gestão e atua até como árbitro para divergências comerciais.

Em Moçambique a Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Mampula usa a "cultura associativa" para tentar dar sobrevida às empresas. "Elas têm muitas dificuldades, desde documentação até obtenção de informações", observou Francisco Magaia. (SLR)

Fonte:Diário do Comércio, Noticias on line, 09/05/2007